14/12/2019 às 11h42min - Atualizada em 14/12/2019 às 11h42min

Prefeito preso por desvio de dinheiro no Piau quer ser solto antes do Natal

 

O prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca, preso durante a Operação Bacuri deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repreensão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual, quer ser solto antes do Natal. A defesa do prefeito ingressou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa sexta-feira (13). O prefeito e mais oito pessoas são investigados por fraudes em licitações, desvio de dinheiro público e organização criminosa.

Além de Luciano Fonseca, a polícia também prendeu no dia 3 de dezembro, o pai Aluízio José de Sousa, a mãe Eliane Maria Alves da Fonseca e esposa dele, Ringlasia Lino Pereira dos Santos. Destes, somente a esposa  teve a prisão temporária revertida em prisão domiciliar. Ao todo, foram nove mandados de prisão cumpridos durante a Operação Bacuri. 

Os outros presos foram identificados como Max Weslen Veloso de Morais Pires, Ronaldo Almeida da Fonseca, Rodrigo de Sousa Pereira, Kairon Tácio Rodrigues Veloso e Richel Sousa e Silva. A justiça determinou o sequestro de R$ 3,3 milhões dos investigados e suspendeu suas funções públicas.  

Segundo o Gaeco, os investigados fazem parte de um esquema de desvio de dinheiro público por meio de empresas fantasmas, fraude em licitação, lavagem de dinheiro. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços do ex-prefeito de Sebastião Leal, José Jeconias e de empresas envolvidas no esquema.

Na tarde de quarta-feira (11), o ex-prefeito José Jeconias,se apresentou à sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e teve a prisão preventiva decretada. De acordo com a denúncia, José Jeconias é suspeito de organização criminosa, corrupção ativa, desvio de recursos públicos, crimes licitatórios e lavagem de dinheiro. 

As investigações tiveram início quando um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), constatou irregularidades na cidade. O Ministério Público constatou até que uma ambulância do município foi usada para pagar uma dívida pessoal de Luciano Fonseca. A ambulância foi encontrada em uma fazenda particular e levantou suspeitas.

A Justiça decretou ainda o sequestro e indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos investigados no valor correspondente à comprovação do desvio aos cofres públicos do município de Bertolínia, no valor de R$ 3.296.323,81 (três milhões, duzentos e noventa e seis mil, trezentos e vinte e três reais e oitenta e um centavos).

Na mesma decisão foi determinada ainda a imediata suspensão do exercício da função pública do prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca. A execução dos mandados contou com o apoio da Polícia Civil, incluindo a Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), Polícia Militar, Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) e PRF.

 

 

 

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